20.2.12

o carnaval no brasil é impossível. são 5 dias de imersão. o jornal só traz notícias sobre o carnaval da bahia, as escolas de samba locais e do rio de janeiro, mas isso quando há jornal. na segunda-feira, por exemplo, não tem, porque a televisão reprisa a primeira noite de desfiles de escola de samba do rio de janeiro.
a programação é a seguinte: sexta-feira á noite são os desfiles de são paulo, sábado á noite são os desfiles de porto alegre e domingo e segunda são os desfiles do rio de janeiro. segunda de tarde reprisa a primeira noite de desfiles do rio de janeiro, e terça-feira à tarde é a votação pra escolher a escola campeã. quarta-feira passa de novo o desfile da escola campeã do rio de janeiro.
mas cerca de um mês antes disso tudo, começam os festivais da bahia, que duram o mês, e durante esses 5 dias de desfiles de escola, tem os "desfiles" da bahia.
bem sinceramente, esse carnaval da brasil é uma chatice, pela parte das escolas de samba que, meu deus, não há quem aguente! todo o santo ano é a mesma coisa, um monte de penas e as mesmas mulheres seminuas na avenida. ao que toca os sambas enredo das escolas de samba, não sei nem se devo comentar... a falta de criatividade é total. me parece que todas tocam exatamente a mesma música porque a melodia é a mesma e as letras dão me coisas... antes de começar o carnaval fazem um escarcéu porque a escola não sei qual esse ano vai apresentar a história do não sei o que no seu samba enredo. eu só não consigo saber como é que se pode contar a história de alguma coisa em apenas 10 frases, sendo que 5 são apenas para animar a própria escola que está desfilando como, "ôôô é a beija-flor de oxum e de ogum". as rimas são sempre fáceis e ridículas e essa mesma coisa fica tocando por 1 hora ininterrptamente já que esse é o tempo pra escola passar pela avenida.
já no que concerne ao carnaval da bahia, não sei como alguma coisa pode ser tão estúpida, porque, convenhamos, mas ficar pulando atrás de um caminhão tocando carlinhos brown, daniela mercury ou ivete sangalo não é, definitivamente, a coisa mais esperta do mundo (mas talvez seja a menos). as músicas são horríveis, eu particularmente não sei quem ainda aguenta ouvir "olha a água mineral" e muito menos como alguém pode gostar de "o silicone é meu, não foi vocês quem deu". e que não me chamem de preconceituosa e careta porque isso nem divertido é. ora correr atrás de um caminhão o dia inteiro debaixo dum sol infernal e um calor do capeta, bebendo cerveja quente sem nem lugar pra  poder mijar beijando a boca de um monte de gente que deve ter vomitado até a alma e nem escovou os dentes. isso não pode ser bom. mas o que é pior mesmo é o preço... baiano não vai no carnaval da bahia, baiano é pobre. e no carnaval do rio de janeiro e de são paulo não é muito diferente. os famosos ficam nos camarotes de onde mal dá pra ver os desfiles e ficam lá só porque a bebida é de graça e servem caviar. se fosse assim eu também iria. nem sequer toca as músicas das escolas nos camarotes.
o carnaval no brasil é mesmo das piores coisas do mundo. não se enganem, não é como dizem na tv. não é legal, a gente não desfila na escola a menos que tenha dinheiro pra pagar pra desfilar ou seja da comunidade. aquelas bandinhas de carnaval que percorrem várias partes do rio de janeiro são uma coisa mais chata ainda! aquelas riminhas de 1940 que se repetem e se repetem e se repetem e uma pessoa tem que ter um ouvido que é um pinico pra ouvir. todo mundo mijando pelas ruas mesmo deixando a cidade num fedor pestilento. isso é que é o carnaval, não é nem bom, nem legal e nem divertido.

17.2.12

o maior sonho de toda a minha vida, desde os 12 anos de idade, era ser membro de uma banda de rock.
hoje, o maior sonho da minha vida, que nunca vai ser realizado, é ser membro de uma banda de rock que vive dentro de um clipe de música que é gravado na califórnia.


15.2.12

o diego tristão é a pessoa mais engraçado do mundo que eu conheço.

14.2.12

o oscar vai acontecer dia 26 de fevereiro, porém, aqui na selva ainda não chegaram nem metade dos filmes que vão concorrer ao prêmio. por aqui um cinema de respeito que tem 4 salas passa grandes obras primas da filmografia mundial como: "cada um tem a gêmea que merece (ou jack and jill)", "filha do mal" e "alvin e os esquilos". creio que esse do "alvin e os esquilos" já esteja passando há mais de mês ininterruptamente, enquanto poderia dar lugar para um filme que prestasse.
em março, após o oscar, como é de esperar, estarei vendo filmes como "a dama de ferro", se é que isso vai chegar aqui na selva.

13.2.12

estive quatro dias de férias, dourando minha bunda à beira mar e correndo na beira da praia à noitinha. quatro dias para ler metade do livro 2 do guerra dos tronos, me empanturrar de frutas tentando não engordar 20 gramas que fossem, e agora voltei para este inferno. tenho que aguentar o insuportável do meu irmão falar gritando como se estivesse dentro de uma mina porque o efeito das drogas não permite que ele perceba e controle sua audição devidamente, tenho que ficar ouvindo as imundas histórias do meu pai que, sinceramente, preferia nunca ter que ouvir, entre outras porras do caralho que me acontecem estando aqui há apenas 3 dias.

6.2.12

domingo, 1h 20 da madrugada

eu: - oiii
ele: - vou ter que sair :), vou ter que jogar uma [pre evolution soccer] antes de dormir
eu: - não vai
ele: - vou sim ;*, só 10 min

(eu na sala e ele na biblioteca conversando pelo facebook depois do super bowl. tivemos um ótimo final de semana, para quem quer que importe.)

31.1.12

é engraçado, as pessoas se indignam com a corrupção, com estupro, com assaltos, com trapaças e falam em um mundo mais justo, porém, em nenhum momento elas param pra pensar que não é o mundo que tem que ser justo, mas sim elas próprias, pessoas que fomam o mundo tal como ele é. mas mais engraçado ainda, é quando pessoas que julgamos ter alguns graus da justiça que falta para outras, demonstram não ter nenhum. é o que acontece com a minha mãe.
a minha mãe tem 3 filhos: a minha irmã, eu e meu irmão. o meu irmão, desde cedo, foi uma criança muito problemática. ele cresceu problemático e se tornou alguém perigosa e ilegalmente problemático. foi preso 3 ou 4 vezes, praticamente todas elas pela mesma razão, até que a última vez em que foi preso, recebeu uma pena que nunca cumpriu. ele foi preso por tráfico de drogas, com algumas tantas pedras de crack nos bolsos, mais não sei quantos dinheiros, depois de ter sido observado por 8 meses vendendo drogas no exato mesmo ponto. o meu irmão foi e/ou ainda é assumidamente (pois ele disse ao delegado que sim, estava traficando) traficante. naquela vez, arrombaram a minha casa, deixando o cachorro em estado de choque e nós em estado de medo constante, para buscar a droga e o dinheiro que, sem que a gente soubesse, ele guardava dentro da nossa casa. até então, as infrações para com a família eram, segundo os conceitos da minha mãe, "coisas leves de criança", ele só tinha roubado telefones celulares, dinheiro que sumia de casa e o cartão de crédito da minha tia, após vasculhar cantinho por cantinho da casa e do quarto dela, para sacar todo o dinheiro que tinha naquela conta. mas enfim... eram "coisas leves que ele faz porque os outros mandam", pelo menos é assim que até hoje a minha querida mãe pensa.
uma coisa que eu descobri com isso tudo é que, no brasil, ser criminoso é o que há ou pelo menos é uma das atividades mais incentivadas nesse país. e eu não estou brincando... o meu irmão foi preso como traficante em flagrante e após meses de investigação e, apesar disso, recebeu uma pena "sócio-educativa". não sei o que é que as pessoas entendem por pena sócio-educativa, mas vou explicar: é uma pena alternativa ao encarceiramento em prisão comum, que o réu tem até 3 ou 6 meses para cumprir e que consiste em uma atividade a escolha dele que deve ser realizada uma ou duas vezes na semana pela manhã ou à tarde (ou seja, é de apenas um turno) e que seria como um castigo pela infração que ele cometeu contra a lei. essas atividades são: colocar espiral em agendas, varrer pátios de escola, trocar papel higiênico de escolas, recolher o lixo em escolas. bem sinceramente, não sei precisar exatamente onde está o castigo nessas atividades e, menos ainda, onde está a parte de educar alguém que infringiu a lei, porém, não sou eu quem as cria... mas o meu querido irmão nunca, jamais em 2 anos, cumpriu qualquer uma destas penas, pois cada vez que ele não cumpria uma, o juiz designava outra, que ao todo somaram 3 penas sócio-educativas nunca cumpridas. pois bem, não cumprindo as penas, o caso parou no ministério público que resolveu recolher o meu irmão à fase, o presídio de menores de idade, já que quando ele cometeu o crime ele tinha menos de 18 anos. a fase é um lugar horrível, tal como o presídio central, uma parte do inferno na terra, onde meninos maiores estupram meninos menores, espancam meninos menores, se rebelam e, volta e meia, amarram um inimigo e ateiam fogo para vê-lo morrer queimando. eu me lembro de muito ter resado, pedido e conversado com o meu irmão para que ele cumprisse com as penas leves que lhe eram dadas para que ele não fosse parar na fase, lugar onde ele já havia passado 2 dias, na última vez em que foi preso, e que ele disse abominar e nunca na vida querer voltar.
mas, como ele é viciado em drogas, conseguiu um emprego e tem o apoio da mãe, nunca cumpriu porcaria nenhuma e saiu a ordem de prisão. a minha mãe, que perdeu totalmente a noção do bom senso e que é a mesma pessoa que quando vê mais um caso de corrupção ser revelado clama para que o político envolvido seja preso porque é um porco desgraçado, esqueceu a quantidade infinita de pessoas que, indiretamente, o filho dela matou e continua matando ao vender e consumir drogas e quantas famílias ele destruiu, contando com a dele, e pediu para que eu e minha irmã não disséssemos onde ele estava se alguém da polícia viesse buscar ele.
eu tento, tento e tendo me colocar no lugar dela como mãe, mas a verdade é que não consigo. então eu me coloco como irmã e pessoa que jamais gostaria que o irmão ou qualquer outra pessoa fosse parar no presídio ou na fase, como queira, mas a verdade é que não posso compactuar com isso. primeiro porque ele teve infinitas chances de se tornar uma pessoa decente e pagar facilmente pelos crimes que ele cometeu e ainda comete, segundo porque ele tem clara consciência do que faz e ainda tenta justificar e, terceiro, porque acho que a sociedade como um todo merece uma satisfação. é meu irmão, é, mas é traficante, é drogado e, como tal,  precisa pagar pelo que faz. ele teve oportunidade de se tratar do vício das drogas, mas se negou peremptoriamente todas as vezes, inúmeras vezes ameaçou matar a família e até tentou agredir fisicamente as pessoas da casa, que são apenas mulheres, casos esses em que tivemos que chamar a polícia, e, pra mim, uma pessoa assim, seja irmão ou não seja, não pode ficar impune. o que eu nunca vou conseguir entender é como minha mãe não percebe isso? qual é o limite? quando é que uma mulher decente, honesta, fecha os olhos e aje hipócritamente só porque "lá da fase ele vai sair pior"? quando é que alguém, sabendo que a pessoa é um bosta, acha que essa pessoa tem mais direito do que as outras só porque é filha dela?
esse é, definitivamente, um assunto que ocupa todos os meus santos dias, da hora que eu acordo à hora em que eu vou dormir, que me entristece muito e muito, mas para o qual já tenho a opinião formada e pronto. todos temos a liberdade de arbitrar na nossa vida, mas há a máxima de não fazer aos outros o que não queremos que façam para nós e, pra mim, é nisso que se baseia praticamente toda a justiça do mundo, das pessoas, e não vejo outra possibilidade. eu gostaria que a minha mãe pudesse ver isso como eu e que o meu irmão quisesse ser uma pessoa decente, mas a cada dia que passa, acho que esse processo regride cada vez mais.

24.1.12

faz um calor tão miseravelmente quente (em torno de 50 graus), que às 22h 30 da noite tomei banho de água quente porque a água da caixa d'água ainda não tinha esfriado, e acho que terei que me agarrar a um bloco de gelo, caso pretenda dormir hoje a noite, coisa que pretendo.

18.1.12

muito engraçado que ele me liga, tristonho como ele só, para dizer que esqueceu que hoje era aniversário de casamento da irmã, veja bem, da irmã, enquanto que do nosso namoro ele nunca lembra a data, aliás, às vezes acho até que ele se esquece que está namorando.
mas ele se defendeu! segundo ele, casamento e namoro é muito diferente (ainda mais se tratando do casamento de outra pessoa, não sei como eu não percebi isso antes...), e muito provavelmente ele vai se lembrar do aniversário de casamento dele quando ele se casar (mesmo que não se lembre do prório aniversário).

tive a leve impressão de que ele estava bêbado quando atendeu o telefone.

16.1.12

amizades

essa semana me deparei com a triste verdade de ser uma pessoa sem amigos, quero dizer, sem muitos amigos. tenho muito poucos, mas bons amigos que, embora muita gente diga que é o suficiente, a verdade é que não é porque depois dos 15 anos todos os amigos tem afazeres como trabalhar e estudar em horários diferentes dos nossos, o que diminui a convivência, diminui a conversa e diminui a possibilidade de estar juntos desses amigos.
o engraçado, e também triste, é que descobri que tenho muitos amigos de ocasião, gente que só me procurou quando esteve sozinha ou quando não tinha nada pra fazer, ou porque tinha ainda menos amigos do que eu. por exemplo a c., que durante todo o tempo em que eu a conheci era a melhor amiga de uma outra, porém, quando a outra brigava com o namorado ou deixava de dar atenção a ela, ela vinha conversar comigo, queria sair comigo e participar da minha vida. agora que a outra voltou a ser a melhor amiga dela e fez novos amigos em um novo trabalho, nunca mais me procurou e sequer se dignou a responder mensagens minhas com descência. e isso me deu uma certa raiva porque eu tenho pessoas mais importantes com quem me preocupar e perdi algum tempo imaginando que essa pessoa fosse minha amiga. entre outras, como uma que, sem mais nem menos, me acusou de ter um caso com o suposto namorado (suposto porque sequer era namorado dela. vai entender...), o que, vamos combinar, é das coisas mais estúpidas que já me aconteceu.
para além dessas amizades, tenho outras do tipo inatingíveis, que são pessoas que são mesmo minhas amigas, porém, a amizade tem mais ou menos hora marcada, ou pelo menos eu sinto assim, já que não tenho autorização pra entrar e sentar na casa, para telefonar e coisas assim. se bem que, eu nunca telefono pra ninguém porque detesto telefone.
por último, tenho amizades perdidas, que são pessoas das quais já fui muito amiga, mas que agora arrumaram namoradas (os) e se tornaram insuportáveis, sem contar o fator teórico, pois nossos pensamentos são completamente diferentes e me parece que as pessoas têm enorme dificuldade em conversar e sair para beber cerveja com pessoas que não pensem iguais a elas, principalmente quando se trata de esquerdistas pois, pra eles, se uma pessoa não é de esquerda, então ela não pensa. infelizmente, muitos amigos meus sucumbiram ao comunismo dos bancos da faculdade de história e é com muito pesar que eu digo que perdi amigos para a futura revolução da ditadura do proletariado.
no fim me sobra mesmo a meia dúzia de amigos que eu tenho, uma meia dúzia muitíssimo valerosa, que são pessoas que se importam comigo e com as quais eu me importo, que me compreendem ou não e mesmo assim continuam sendo minhas melhores amigas, pessoas que eu vejo quando consigo e que fazem esforço para me ver quando há oportunidade e que estão sempre disponíveis quando eu preciso esbravejar meu ódio ou inundar os ouvidos de alguém com muitas bobagens e riasadas. esses amigos me fazem muito feliz.
- não sei porque é que a gente tem que tomar anticoncepcional. sério! isso dá celulite, inchaço, aumento de peso, varizes, perda da libido e ainda está relacionado a tumores do colo do útero.

- tá, o anticoncepcional dá o que mesmo? , ele me perguntou.

- dá celulite, inchaço, aumento de peso, varizes, perda da libido e ainda está relacionado a tumores do colo do útero. eu respondi.

- e quando tu tem um filho o que que tu tem? ele me perguntou.

eu, que me dei conta, comecei a citar a lista dos efeitos colaterais do anticoncepcional tudo de novo, e aí ele disse: - tá, e é melhor ter isso sem filho ou com filho?

pensando assim, vou continuar tomando o anticoncepcional.

11.1.12

uma das minhas resoluções para o ano novo era recomeçar a fazer exercício físico, porém, chego em casa muito tarde, a bicileta ergométrica está no quarto da minha mãe e é trabalhoso trazê-la até aqui e, além disso, está um calor dos diabos que faz eu sentir que vou morrer a qualquer instante.
uma das resoluções do diego tristão para o ano novo era acabar com a barriga (que, diga-se de passagem adquirimos mais ou menos juntos) correndo todos os dias.
o resultados dessas resoluções é que eu morro de vergonha porque ele comprou um tênis (coisa que é indédita na história da vida dele e, talvez, na do mundo) e um calção e vai correr todos os dias na redenção, enquanto eu chego em casa tarde, com a língua de fora igual ao tuti e a tita e sento na frente do computador ou em qualquer outro lugar igual a uma porca gorda sem ânimo sequer para conversar.
acho que está na hora de eu re-rever os meus conceitos de férias.

8.1.12

faz um calor tão miserável que impede uma pessoa de ficar dentro de casa. e se amanhã fizer este mesmo desgraçado calor, aí é que eu vou trabalhar com gosto, porque ficar num laboratório geladinho com ar condicionado a todo o vapor é tudo o que eu preciso e mereço!
desde quinta-feira que me tornei uma máquina de espirrar e tossir.

4.1.12

depois de passarmos um ano novo na minha casa e um dia e meio juntos, detectei que temos um problema, na verdade dois: odiamos o serviço doméstico, do lar e de dona de casa, e não temos qualquer paciência com crianças.
então, se um dia viermos a casar, primeiro teremos que arrumar uma empregada doméstica e, segundo, teremos sérias dificuldades em nos reproduzirmos, afinal de contas, quem vai tomar conta da criança?

2.1.12

entrevistaram um operário que estava arrumando a avenida paulista para a festa de reveillon de são paulo.
- então, o senhor está feliz de estar trabalhando hoje quando muita gente está de folga?
- sim! tem que ter alegria para preparar essa festa bonita e também a gente recebe um dinheiro a mais, né, e aí na segunda-feira eu compro um chester.

operário pouco instruído na ciência da superstição tupiniquim. não se come aves no primeiro do ano porque elas ciscam e andam para trás, o que influencia no novo ano que se quer que ande para frente. é por isso que se come porco no primeiro do ano, o único animal que anda para frente.
está mais do que na hora de começarem a oferecer a matéria de superstição na escola pública, ora bolas! não se pode deixar um cidadão de bem vivendo nessa ignorância.
e 2012 já está aí. um ano cheio de coisas por acontecer, a começar pelo último ano de aulas da faculdade com direito a 70 créditos e mais uma monografia (eu disse que tinham muitas coisas por acontecer, não disse que eram coisas boas...). considerando que a minha vida é a faculdade e que a faculdade é a minha vida, não por livre escolha, mas por livre obrigação, acho que este é mesmo o único acontecimento para 2012. mas considerando ainda que 2011 foi talvez o pior ano da minha vida, desejo que 2012 seja muito melhor e que haja qualquer possibilidade de se respirar com um pingo de felicidade e satisfação. quero paz na minha casa, quero que o meu irmão consiga enxergar o que faz com a vida dele e com a nossa, quero que encontrem a cura para o melanoma maligno ou pelo menos um remédio que impeça as pessoas que padecem desse mal de sofrer, quero poder estar mais perto das minhas amigas e amigos, quero que coisas muito boas mesmo aconteçam.
e quero, pelo amor de deus, me dar conta de já se passaram 12 anos desde o ano 2000 e parar de pensar que os anos 2000 é coisa recente porque já faz mais de uma década e eu não percebi.

30.12.11

depois de ontem descobri que preciso, definitivamente, de amigas novas e não porque eu estou sempre insatisfeita com todas as  pessoas, mas porque preciso de amigas que me façam companhia pra sair de noite, para conversar sobre programas e para beber um ou 4 copos de cerveja em um boteco agradável. não tenho mais paciência para essas pessoas que tem que voltar para casa às 18h da tarde (18h da tarde não é nem noite ainda, por favor...), nem para essas pessoas que não bebem coisa nenhuma alcóolica, nem para essas pessoas que dão desculpa de tudo para não sair e nem para essas outras pessoas que só querem sair em shopping se não se vai comprar nada. eu gosto de sentar com as amigas parar rir, conversar e beber as coisas boas da vida, ora bolas! é pra isso que a vida foi feita.

29.12.11

cansada do meu inchaço/gordura, de olhar a balança marcar 52 vírgula alguma coisa kg e de ter esses 3 pneus se formando sobre a minha barriga quando eu me sento, lá fui eu numa nutróloga, o que talvez tenha sido das coisas mais irritantes da minha semana. primeiro, a mulher estava assim com uma cara de sono que não sei se era porque ainda estava bêbada do natal ou porque estava mesmo com má vontade em me atender e, segundo, porque com toda a certeza aquele diploma médico dela não deve ter sido adquirido com louvor já que ela não exerceu os pressupostos básicos da medicina.
explico, há umas 3 semanas atrás, quando liguei para o consultório a fim de marcar consulta, a secretária desta médica me fez uma das perguntas mais esdrúxulas que eu já ouvi da secretária de um médico, "tu vais fazer exames também?". e não, não estou brincando, ela me fez exatamente esta pergunta após eu dizer o dia e a hora em que eu queria a consulta. a primeira coisa que me veio a cabeça é que esta moça estava me confundindo com uma antiga paciente e a segunda foi "como assim, meu deus?", porque nunca na vida ouvi dizer que o paciente podia escolher os exames que queria fazer e, menos ainda, se poderia fazer exames antes, veja bem, ANTES, de ser examinado pelo médico. mas sim, era isso mesmo, a secretária explicou que esta médica solcitava exames antes da consulta (sim, antes da consulta), exames de metabolismo geral (o que é metabolismo gerla, meu senhor!) que custava 350 reais e que era particular. educadamente tive um chilique, afinal de contas, não pago 300 reais por mês de plano de saúde para uma médica qualquer me pedir exames realizados provavelmente com kits prontos, já que era na hora, e que ela nem sequer sabia se seriam necessários, sendo que jamais se faz um paciente gastar dinheiro com exames desnecessários. aí já tinha percebido que esta médica não deveria ser das melhores, mas considerando que eu tinha alguma pressa e nada para fazer essa semana, mantive a consulta, sem exames, óbvio.
chegando lá, a médica me fez as seguintes perguntas: quantos anos eu tinha, se eu tinha alguma doença e se tomava algum remédio. não me perguntou se eu bebia ou se eu fumava, não mediu a gordura dos meus pneus, apenas me pesou de roupa e tudo (coisa que eu nunca tinha visto), não me fez qualquer outra pergunta, como o que eu fazia, se eu trabalhava ou não, como eram meus horários, como era a minha alimentação, enfim, perguntas básicas e fundamentais de uma anamnese referente a uma consulta de nutrição. foi logo me dizendo que eu tinha que fazer mais exercício, como "entrar numa academia, fazer natação, parar mais longe do trabalho para caminhar um pouco mais" e comer menos. me deu um pequeno discurso sobre doces e refrigerantes que acho ocupou em torno de 70% da consulta que durou uns 12 minutos, sendo que em nenhum momento ela me perguntou se eu comia doces e/ou refrigerante. se ela tivesse me perguntado, poderia falar sobre outros assuntos, já que eu não só não como doces como também não costumo tomar refrigerante. mas depois de ouvir ela falar coisas sem sentido como "doces tem um açúcar vazio", com vergonha de estar li e olhando pra ela com uma cara de quem pergunta "o que é mesmo que a senhora está fazendo aqui?", ela me imprimiu uma dieta que faz-me rir. primeiro porque envolve pão em todos os lanches e eu não como pão, segundo porque é para uma pessoa que acorda às 8h da manhã e eu acordo às 6h, o que significa que meu dia tem 2h a mais do que o de uma pessoa normal e, portanto, eu precisaria comer mais do que uma pessoa normal e, terceiro, porque não leva em consideração que eu almoço no RU, local onde não tem metade dos alimentos e na forma que ela colocou na dieta.
com toda a certeza essa foi uma das piores consultas que já fiz na vida e, com mais certeza ainda, teria valido mais a pena comprar uma revista boa forma porque era mais barato e tinha figuras mais bonitas. as informações desta médica eram aquelas que todo o mundo sabe e ela, coitada, incapaz de tomar uma decisão e prestar atenção no paciente. aliás, depois que eu saí de lá fiquei até pensando, será que a residência dela foi lendo a boa forma? vou é acompanhar o site do nesfit que eu ganho mais.

23.12.11

chega um hora em que uma pessoa se dá conta de que não tem nada a perder e menos ainda a ganhar. essa não é uma boa hora. podia ter ficado para depois do natal e do ano novo.
a pergunta de quinta-feira de manhã foi: por que é que a gente bebe, hein?, e eu achei uma boa pergunta.
primeiro bebemos porque é bom e, no começo, só bebemos coisas das quais gostamos. mas depois de uns ou mais copos, esquecemos que bebemos porque beber é bom e começamos a beber tudo o que nos oferecem, até perder as estribeiras da moralidade (ou não), e começar a falar coisas que não devem ser ditas, fazer coisas que não devem ser feitas na frente de outrem, ir pra casa com a cabeça pesada e pedir pelo amor de deus e de todos os santos que não seja preciso acordar no outro dia. o que sempre é.
embora eu não tenha dito nada que não devesse ser dito e nem ter feito nada que não devesse ser feito, implorei para que alguém me ligasse com a feliz notícia de que eu não precisaria acordar no outro dia. óbvio que isso não aconteceu.
então eu gostaria de saber como é que no trabalho se permite uma festa de arromba, dentro da universidade, regada a todo o tipo de bebida alcólica possível sob os olhos dos professores que também bebiam? isso ninguém me explica. o que eu sei é que ano que vem se tiver trabalho no outro dia cedo da manhã, não me convidem para o amigo secreto e churrasco!

24 horas depois estou recuperada.

20.12.11

estou encrencada. descobri que sem ti não posso passar.
preciso de ti pra conversar, pra ameaçar apertar o botão do telefone, pra rir... sinto falta da tua risada estilo risada de velha, horrorosa. sinto falta das tuas piadas sem graça, sinto falta dos teus comentários maldosos, sinto falta de acordar na tua cama sem ti do meu lado porque tu já havia acordado umas 2 horas antes e ao invés de me acordar, aproveitou esse tempo pra jogar video game. pode admitir que tu nem tentava me acordar porque tu preferia jogar video game! é uma coisa que tu gosta de fazer, eu sei.
agora eu acho que eu deveria ter reclamado menos das tuas gororobas, deveria ter ficado menos emburrada porque tu chegava sempre, no mínimo, 30 minutos atrasado e talvez deveria até ter relevado mais a tua displiscência, embora a parte da displiscência seja impossível pra mim.
tenho saudade. tenho muita saudade de te ver rindo pra mim, lindo, e de ralhar contigo pra tu tirar os dedos da boca depois do almoço porque tinha grudado grãos de arroz, entre outras coisas mais, no teu aparelho (isso era muito nojento e de péssimos modos).
tenho saudade de assistir filmes contigo, droga! porque, de modo geral, eram sempre filmes bons, eu confesso, e porque eu podia descansar e não me esforçar para prestar atenção em nada porque a cada nova cena eu podia te perguntar o que tinha acontecido na cena anterior. ou porque podíamos rogar pragas, juntos e, portanto, rogar fortíssimas pragas, aos comunistas e à tia gláucia que não entendeu o filme do blade runner. eu também não entendi direito, e por isso não entedi porque tu queria comprar esse filme, mas pelo menos eu não deturpei a história pra contar aos nossos colegas menos espertos da universidade. sinceramente, acho que tu queria comprar esse filme só pra se aparecer.
nós somos bem feitos um para o outro, não há pessoa no mundo que vá nos aguentar, que vá rir de nós mesmos com a gente ria e que vá nos entender como a gente tentava e, às vezes, até entendia. não me imagino trocando olhares automaticáticos com qualquer outra pessoa que não tu quando alguém falar uma bobagem muito boba, como nós fazemos. de fato, qualquer outro nem vai achar aquela bobagem tão boba e nem vai compreender porque trocar olhares automáticos, o que só acontece porque identificamos uma bobagem dita a 15 km de distância ao mesmo tempo e sabemos que só existe eu e tu no mundo, naquele pequeno mundo que se forma em volta da gente, pra compartilhar certas coisas com a velocidade e o significado necessários. nenhum outro vai ter a capacidade de auto-completar as minhas piadas, como tu fazia... éramos perfeitos e não consigo imaginar o que pode ter dado errado.
tenho saudade...
tenho saudade de doer de ti.

18.12.11

é domingo final de tarde e eu estou preocupada com estudar, provas e o escambau. ainda não me dei contade que estou de férias, das aulas, mas é férias!

estudar medicina veterinária não é como estudar qualquer outra coisa.
ninguém pergunta a um estudante de engenharia civil como se faz para construir um prédio, pretendendo com isso que ele construa um edifício de graça, assim como ninguém pede para um estudante de administração para ele administrar a sua empresa de graça, assim como quem não quer nada. porém, quando se estuda medicina veterinária, um belo dia de manhã, por volta do meio dia, um vizinho descobre e vem bater na tua casa e te acordar para pedir, sem intenções de implorar, que tu faça uma injeção na sua cadelinha doente. até aí estamos bem, treinando como dar injeções. mas de repente a coisa toma uma proporção pequenamente mais séria e a vizinha da frente vem te contar que o cãozinho dela está doente, abatido, que quase não come. e tu, que é uma estudante de veterinária razoavelmente competente, que não faz clínica, mas tem curiosidade médica, resolve fazer uma pequena anamnese para direcionar a vizinha, "há quanto tempo está assim?" e por aí vai... "tem vômito?, tem urinado? como é a urina?" e insiste porque já aprendeu que os proprietários sempre omitem informações dos seus animais. a vizinha abre o jogo: ele vomita. "como é o vômito?", "ah, é uma coisa, tipo uma baba branca.", ela responde. e aí é que começa a consulta for free, afinal de contas, é muito caro pagar 50 reais numa consulta veterinária e sai bem mais barato, quero dizer, de graça, consultar a estudante. "mas tu que já estudou, tu não sabe assim o que que pode dar um vômito tipo uma baba branca?". porque sim, o vômito não é um sinal clínico inespecífico, é mesmo patognomônico de alguma doença e eu que sou uma mera estudante e não uma médica veterinária com experiência clínica deveria saber, porque estudei, ora bolas!
vou direto ao ponto, isso irrita! quando uma pessoa fica doente, ela não faz consulta pelo telefone. aliás, nem essa vizinha e nem o ex-vizinho que está fazendo um serviço aqui em casa o fazem. duvido que quando o filho dele adoece ele ligue para um médico e pede uma consulta por telepatia. ah, duvido! e olha, não estou nem sequer tentando comparar em importância o filho do homem com o cachorro dele, só acontece que é a mesma coisa. não posso, como o médico e ainda mais como uma estudante, diagnosticar a possível doença que o cachorro dele venha a ter sem ver o animal. primeiro porque ele não sabe descrever as lesões corretamente e, segundo, porque meu cérebro ainda não tem um aparelho de raio x, ultrassom, tomografia e o escambau que veja a distância o que está ocorrendo dentro do animal, ou seja, pode ser preciso fazer exames clínicos que, por óbvio ninguém quer fazer porque é "caro", pensa ele.
então, estudar medicina veterinária não é como estudar qualquer outra coisa e é chato, porque as pessoas quando descobrem isso acham que este curso é um equivalente a um curso de vidente aplicado às doenças dos animais e, portanto, é preciso paciência, muita paciência, coisa que não nos ensinam na faculdade. então, se alguma vez tu conhecer um estudante de medicina veterinária, pense 3 vezes antes de pedir a ele uma consulta de graça sob pena de ser guardado na lista negra dele para o resto da vida!

16.12.11

depois de uma manhã inteira pouco animada no hospital, te encontrei e tivemos uma tarde pouco mais animada do que a minha estadia no hospital. demos algumas risadas, mas choramos muito mais.
um do lado do outro naquele banco da praça. tu me olhava assim, pedindo consolo sem pedir com aqueles olhos vertendo água, e eu não encarava os teus olhos porque já mal conseguia enxergar alguma coisa com os meus olhos embaçados.
eu não levantei e nem saí correndo porque podia ser a última vez que eu te via e eu não queria que fosse. tu não levantava e não saía correndo porque podia ser a última vez que tu me via e tu sabia que enquanto tu ficasse ali, eu ficaria contigo.
mais ou menos uns 30 minutos.
mas nós precisávamos ir.
"mas por que a gente precisa terminar hoje?", tu me perguntou. porque hoje eu tive coragem. e porque hoje não consigo acreditar que estamos terminando de verdade. e nem tu. e um pouco mais de ilusão acho que não faz mal, ou faz?

ainda acredito que vamos dar certo, como sempre achei e como sempre disseram que a gente ia dar.

14.12.11

eu gostaria de passar mais tempo com o meu namoraro, de brincar com os meus cachorros, de passar 12h do meu dia só apertando o meu gato até as forças dele se exaurirem. queria sair mais com as minhas amigas. porém, não faço nada disso e por uma razão clara e simples: rotina.
eu tenho uma rotina que sigo quase que rigorosamente. da minha rotina fazem parte: levantar cedo todos os dias exceto domingos em que eu não tenho que ir trabalhar, tentar não dormir nas aulas chatas e monótonas da manhã, almoçar no RU por volta das 11h 30 e reclamar da comida, da graxa nas bandejas mal lavadas, das pessoas que misturam toda a comida na banedeja (sempre), escovar os dentes, me esforçar pra não dormir nas aulas da tarde, voltar pra casa, tomar um banho bom, ver meus e-mails e outras futilidades mais, estudar e dormir. nas quintas e sextas-feiras à tarde eu trabalho e chego em casa mais tarde. nos sábados vejo meu namorado. quando é dia de prova, à noite eu tiro um tempo pra mim e faço mais futilidades ou estudo assuntos extra-classe. não fazem parte da minha rotina: namorado, cachorros, gato, amigas. esses fazem parte apenas, e tão somente, da minha vida que, vamos combinar, não é assim grande coisa (pra não dizer que não é coisa nenhuma).
o que eu quero dizer com isso é que me falta espaço de tempo pra fazer outras coisas, primeiro porque eu reluto muito em abrir esse espaço já que tenho uma relação (quase superstição) de obediência estrita com a minha rotina, então eu tenho que fazer as coisas que já estão previamente programadas porque tenho e pouco importa a minha vontade.
sinceramente, às vezes penso que eu sou quase como um robô (e incrivelmente eu não acho assim tão ruim) que faz o que precisa ser feito e como precisa ser feito. sou ótima para obedecer ordens, que é o que os outros chamam de pedidos, me empenho naquilo com afinco, seja lá o que for, determino uma meta e sigo. sou muito boa com prazos, não tenho desculpas "disso ou daquilo que aconteceu na minha vida, professor, não tive tempo de terminar o trabalho", eu termino quando é preciso terminar e fico com a consciência tranquila. por outro lado, invejo a minha colega de bolsa que sai todas as noites, invejo a outra colega que falta aula pra ficar com o namorado, invejo a outra colega ainda que sai da aula e vai pra casa assistir filmes com a irmã. e vou continuar invejando porque vou continuar seguindo a minha rotina porque já estou acostumada a ela, porque não me prejudica e porque no futuro hei de ter férias de 30 dias, com dinheiro no bolso, para inventar uma nova rotina, nesse caso, de férias.

12.12.11

resumo do ano

este ano foi um cu. a minha vida foi mais cu ainda.

4.12.11

com toda a certeza eu tenho um distúrbio mental em relação a forma como eu me vejo. eu me vejo assim: imagem

, quando, na verdade, sou assim: imagem2 .  descobri isso hoje quando fui comprar uns vestidos novos que não comprei porque não havia mais nenhum modelo tamanho pp, nem p e a loja não oferecia o tamanho 36. engraçado que eu sempre pego roupas 36 ou 38 para experimentar e penso comigo “não, isso nunca vai me servir, mas até vou experimentar”, já que são peças mesmo pequenas. o mais engraçado é que, quando eu visto, a roupa às vezes não só serve como fica grande! nunca tinha parado pra pensar e muito menos observado isso, que me acho monstruosamente gorda. 

claro que isso não é questão de se preocupar, afinal de contas, não tenho bulimia e, junto com a metade de um panetone de chocolate eu eu acabei de comer sozinha, estou há anos luz de distância de pensar em ter anorexia, mas fiquei encucada… acho que é porque, apesar de magra, sou totalmente insatisfeita com o meu corpo, com estas duas dobras que se formam na minha barriga quando eu me sento, com toda essa celulite que se acumula na minha bunda, e com as estrias que, segundo a minha dermatologista, “é uma coisinha – sim, ela se referiu às minhas estrias como ‘coisinha’ – tão discreta que não vale a pena tratar”, e isso me impediu de ver que, além desses defeitos humanos, que eu tenho uns ombros de nadador, uns braços de estivador e uns seios tamanho 44 que são incondizentes com o tamanho da minha pessoa de 1 metro e 53 centímetros de altura do chão. é verdade que não sou muito acinturada e que minha cintura também não é muito fininha, mas também não é a pior coisa do mundo e a minha bunda é semelhante a da carla peres. ou seja, sou magra, mas tenho peito, tenho bunda, tenho ombros largos de homem e, portanto, o meu corpo está mais para o da dita von teese do que para o da alessandra ambrósio e, assim, me acho gorda porque a moda valoriza as formas retas, os anúncios mostram lindas mulheres altas (muito altas), magras e retas e, quando eu visto o vestido, ele fica muito mais comprido do que deveria (ou parecia no anúncio) e marcando excessivamente as minhas formas de não modelo. e eu acho feio, porque fico com uns brações enormes de quem acabou de descer do caminhão e entrou num vestido.

estou complexada… pelo menos quando eu me achava gorda, pelo menos sabia que eu podia emagrecer, mas agora que descobri que não sou, e que são os meus ombros e a minha bunda o problema, não tenho o que fazer! não posso serrar os ossos e muito menos diminuir o tamanho das minhas nádegas, das quais até sou bem orgulhosa. acho que agora só me resta mesmo é pintar o meu cabelo de loiro e me inscrever para a ser mais nova loira de algum grupo horroroso desses de axé, ou coisa que o valha. por isso, já me preparando, vou ali fazer uma meia dúzia de abdominais para firmar a musculatura. em sonho, claro.

29.11.11

eu posso me esconder atrás de livros, séries, músicas, blogs divertidos, trabalho, estudo e de risadas sem pensar, mas não posso esconder de mim que estou triste, muito triste, profundamente triste e que tenho uma enorme vontade de desaparecer. espero que a pessoa responsável por isso se dê conta do enorme presente que está me dando de natal e em um dos anos mais difíceis da minha vida.
achei que tudo tinha limite, mas descobri que não tem.

28.11.11

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apenas mais 7 provas, 2 trabalhos e está declarado o final do semestre!