estou encrencada. descobri que sem ti não posso passar.
preciso de ti pra conversar, pra ameaçar apertar o botão do telefone, pra rir... sinto falta da tua risada estilo risada de velha, horrorosa. sinto falta das tuas piadas sem graça, sinto falta dos teus comentários maldosos, sinto falta de acordar na tua cama sem ti do meu lado porque tu já havia acordado umas 2 horas antes e ao invés de me acordar, aproveitou esse tempo pra jogar video game. pode admitir que tu nem tentava me acordar porque tu preferia jogar video game! é uma coisa que tu gosta de fazer, eu sei.
agora eu acho que eu deveria ter reclamado menos das tuas gororobas, deveria ter ficado menos emburrada porque tu chegava sempre, no mínimo, 30 minutos atrasado e talvez deveria até ter relevado mais a tua displiscência, embora a parte da displiscência seja impossível pra mim.
tenho saudade. tenho muita saudade de te ver rindo pra mim, lindo, e de ralhar contigo pra tu tirar os dedos da boca depois do almoço porque tinha grudado grãos de arroz, entre outras coisas mais, no teu aparelho (isso era muito nojento e de péssimos modos).
tenho saudade de assistir filmes contigo, droga! porque, de modo geral, eram sempre filmes bons, eu confesso, e porque eu podia descansar e não me esforçar para prestar atenção em nada porque a cada nova cena eu podia te perguntar o que tinha acontecido na cena anterior. ou porque podíamos rogar pragas, juntos e, portanto, rogar fortíssimas pragas, aos comunistas e à tia gláucia que não entendeu o filme do blade runner. eu também não entendi direito, e por isso não entedi porque tu queria comprar esse filme, mas pelo menos eu não deturpei a história pra contar aos nossos colegas menos espertos da universidade. sinceramente, acho que tu queria comprar esse filme só pra se aparecer.
nós somos bem feitos um para o outro, não há pessoa no mundo que vá nos aguentar, que vá rir de nós mesmos com a gente ria e que vá nos entender como a gente tentava e, às vezes, até entendia. não me imagino trocando olhares automaticáticos com qualquer outra pessoa que não tu quando alguém falar uma bobagem muito boba, como nós fazemos. de fato, qualquer outro nem vai achar aquela bobagem tão boba e nem vai compreender porque trocar olhares automáticos, o que só acontece porque identificamos uma bobagem dita a 15 km de distância ao mesmo tempo e sabemos que só existe eu e tu no mundo, naquele pequeno mundo que se forma em volta da gente, pra compartilhar certas coisas com a velocidade e o significado necessários. nenhum outro vai ter a capacidade de auto-completar as minhas piadas, como tu fazia... éramos perfeitos e não consigo imaginar o que pode ter dado errado.
tenho saudade...
tenho saudade de doer de ti.
preciso de ti pra conversar, pra ameaçar apertar o botão do telefone, pra rir... sinto falta da tua risada estilo risada de velha, horrorosa. sinto falta das tuas piadas sem graça, sinto falta dos teus comentários maldosos, sinto falta de acordar na tua cama sem ti do meu lado porque tu já havia acordado umas 2 horas antes e ao invés de me acordar, aproveitou esse tempo pra jogar video game. pode admitir que tu nem tentava me acordar porque tu preferia jogar video game! é uma coisa que tu gosta de fazer, eu sei.
agora eu acho que eu deveria ter reclamado menos das tuas gororobas, deveria ter ficado menos emburrada porque tu chegava sempre, no mínimo, 30 minutos atrasado e talvez deveria até ter relevado mais a tua displiscência, embora a parte da displiscência seja impossível pra mim.
tenho saudade. tenho muita saudade de te ver rindo pra mim, lindo, e de ralhar contigo pra tu tirar os dedos da boca depois do almoço porque tinha grudado grãos de arroz, entre outras coisas mais, no teu aparelho (isso era muito nojento e de péssimos modos).
tenho saudade de assistir filmes contigo, droga! porque, de modo geral, eram sempre filmes bons, eu confesso, e porque eu podia descansar e não me esforçar para prestar atenção em nada porque a cada nova cena eu podia te perguntar o que tinha acontecido na cena anterior. ou porque podíamos rogar pragas, juntos e, portanto, rogar fortíssimas pragas, aos comunistas e à tia gláucia que não entendeu o filme do blade runner. eu também não entendi direito, e por isso não entedi porque tu queria comprar esse filme, mas pelo menos eu não deturpei a história pra contar aos nossos colegas menos espertos da universidade. sinceramente, acho que tu queria comprar esse filme só pra se aparecer.
nós somos bem feitos um para o outro, não há pessoa no mundo que vá nos aguentar, que vá rir de nós mesmos com a gente ria e que vá nos entender como a gente tentava e, às vezes, até entendia. não me imagino trocando olhares automaticáticos com qualquer outra pessoa que não tu quando alguém falar uma bobagem muito boba, como nós fazemos. de fato, qualquer outro nem vai achar aquela bobagem tão boba e nem vai compreender porque trocar olhares automáticos, o que só acontece porque identificamos uma bobagem dita a 15 km de distância ao mesmo tempo e sabemos que só existe eu e tu no mundo, naquele pequeno mundo que se forma em volta da gente, pra compartilhar certas coisas com a velocidade e o significado necessários. nenhum outro vai ter a capacidade de auto-completar as minhas piadas, como tu fazia... éramos perfeitos e não consigo imaginar o que pode ter dado errado.
tenho saudade...
tenho saudade de doer de ti.
3 comments:
então dá de uma vez de novo p ele
Há sempre espaço para uma nova oportunidade...
Fico feliz por saber que agora estão bem, porque isto de sermos amigas no facebook ajuda-me a saber assim umas coisas :P Se foram feitos um para o outro, vão ficar juntos! É assim que tem que ser! Fiquei com uma lágrima no canto do olho... Agora fiquei a pensar que 40 dias depois de ele terminar comigo eu não disse uma única vez "volta" porque primeiro, pensei que ele nunca voltaria e porque segundo, achei que ele não me ia fazer falta. Mas agora fiquei a pensar o que seria se eu tivesse dito para ele voltar e senti saudade de quando via filmes bons que ele escolhia sempre e eu reclamava que não ia gostar, de ele se levantar antes de mim e não me acordar porque ia por roupa a lavar, começar a fazer o almoço, de sair e ir beber cerveja, comer amendoins e ver os nossos clubes a jogar, de fazer apostas e eu perder sempre, de chegar e dizer "hoje vim pra ficar", de eu nunca saber o que cozinhar, de falar sobre um futuro que nunca existiu nem vai existir... Ai. E ainda hoje eu disse que estava tão bem sem ele, muito melhor sem ele. E agora fiquei com saudade.
Desculpa o testamento. Acho que vou copiar este meu comentário e fazer um post amanhã.
Beijinho*
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