essa semana me deparei com a triste verdade de ser uma pessoa sem amigos, quero dizer, sem muitos amigos. tenho muito poucos, mas bons amigos que, embora muita gente diga que é o suficiente, a verdade é que não é porque depois dos 15 anos todos os amigos tem afazeres como trabalhar e estudar em horários diferentes dos nossos, o que diminui a convivência, diminui a conversa e diminui a possibilidade de estar juntos desses amigos.
o engraçado, e também triste, é que descobri que tenho muitos amigos de ocasião, gente que só me procurou quando esteve sozinha ou quando não tinha nada pra fazer, ou porque tinha ainda menos amigos do que eu. por exemplo a c., que durante todo o tempo em que eu a conheci era a melhor amiga de uma outra, porém, quando a outra brigava com o namorado ou deixava de dar atenção a ela, ela vinha conversar comigo, queria sair comigo e participar da minha vida. agora que a outra voltou a ser a melhor amiga dela e fez novos amigos em um novo trabalho, nunca mais me procurou e sequer se dignou a responder mensagens minhas com descência. e isso me deu uma certa raiva porque eu tenho pessoas mais importantes com quem me preocupar e perdi algum tempo imaginando que essa pessoa fosse minha amiga. entre outras, como uma que, sem mais nem menos, me acusou de ter um caso com o suposto namorado (suposto porque sequer era namorado dela. vai entender...), o que, vamos combinar, é das coisas mais estúpidas que já me aconteceu.
para além dessas amizades, tenho outras do tipo inatingíveis, que são pessoas que são mesmo minhas amigas, porém, a amizade tem mais ou menos hora marcada, ou pelo menos eu sinto assim, já que não tenho autorização pra entrar e sentar na casa, para telefonar e coisas assim. se bem que, eu nunca telefono pra ninguém porque detesto telefone.
por último, tenho amizades perdidas, que são pessoas das quais já fui muito amiga, mas que agora arrumaram namoradas (os) e se tornaram insuportáveis, sem contar o fator teórico, pois nossos pensamentos são completamente diferentes e me parece que as pessoas têm enorme dificuldade em conversar e sair para beber cerveja com pessoas que não pensem iguais a elas, principalmente quando se trata de esquerdistas pois, pra eles, se uma pessoa não é de esquerda, então ela não pensa. infelizmente, muitos amigos meus sucumbiram ao comunismo dos bancos da faculdade de história e é com muito pesar que eu digo que perdi amigos para a futura revolução da ditadura do proletariado.
no fim me sobra mesmo a meia dúzia de amigos que eu tenho, uma meia dúzia muitíssimo valerosa, que são pessoas que se importam comigo e com as quais eu me importo, que me compreendem ou não e mesmo assim continuam sendo minhas melhores amigas, pessoas que eu vejo quando consigo e que fazem esforço para me ver quando há oportunidade e que estão sempre disponíveis quando eu preciso esbravejar meu ódio ou inundar os ouvidos de alguém com muitas bobagens e riasadas. esses amigos me fazem muito feliz.
o engraçado, e também triste, é que descobri que tenho muitos amigos de ocasião, gente que só me procurou quando esteve sozinha ou quando não tinha nada pra fazer, ou porque tinha ainda menos amigos do que eu. por exemplo a c., que durante todo o tempo em que eu a conheci era a melhor amiga de uma outra, porém, quando a outra brigava com o namorado ou deixava de dar atenção a ela, ela vinha conversar comigo, queria sair comigo e participar da minha vida. agora que a outra voltou a ser a melhor amiga dela e fez novos amigos em um novo trabalho, nunca mais me procurou e sequer se dignou a responder mensagens minhas com descência. e isso me deu uma certa raiva porque eu tenho pessoas mais importantes com quem me preocupar e perdi algum tempo imaginando que essa pessoa fosse minha amiga. entre outras, como uma que, sem mais nem menos, me acusou de ter um caso com o suposto namorado (suposto porque sequer era namorado dela. vai entender...), o que, vamos combinar, é das coisas mais estúpidas que já me aconteceu.
para além dessas amizades, tenho outras do tipo inatingíveis, que são pessoas que são mesmo minhas amigas, porém, a amizade tem mais ou menos hora marcada, ou pelo menos eu sinto assim, já que não tenho autorização pra entrar e sentar na casa, para telefonar e coisas assim. se bem que, eu nunca telefono pra ninguém porque detesto telefone.
por último, tenho amizades perdidas, que são pessoas das quais já fui muito amiga, mas que agora arrumaram namoradas (os) e se tornaram insuportáveis, sem contar o fator teórico, pois nossos pensamentos são completamente diferentes e me parece que as pessoas têm enorme dificuldade em conversar e sair para beber cerveja com pessoas que não pensem iguais a elas, principalmente quando se trata de esquerdistas pois, pra eles, se uma pessoa não é de esquerda, então ela não pensa. infelizmente, muitos amigos meus sucumbiram ao comunismo dos bancos da faculdade de história e é com muito pesar que eu digo que perdi amigos para a futura revolução da ditadura do proletariado.
no fim me sobra mesmo a meia dúzia de amigos que eu tenho, uma meia dúzia muitíssimo valerosa, que são pessoas que se importam comigo e com as quais eu me importo, que me compreendem ou não e mesmo assim continuam sendo minhas melhores amigas, pessoas que eu vejo quando consigo e que fazem esforço para me ver quando há oportunidade e que estão sempre disponíveis quando eu preciso esbravejar meu ódio ou inundar os ouvidos de alguém com muitas bobagens e riasadas. esses amigos me fazem muito feliz.
3 comments:
Ou seja, no fim da festa são sempre os melhores que ficam...:)
compreendo muito bem aquilo que pensas.. é mesmo assim, nem sempre damos atenção a quem merece, e nem sempre nos dão valor. É a vida..
Beijinho
A qualidade da amizade não se traduz em quantidade de amigos. Aprendemos com o passar dos anos que é importante alguma selectividade de forma a que junto a nós estejam apenas aqueles que são realmente importantes. Curioso é que não somos nós que fazemos essa selectividade, mas sim a própria vida com as suas trocas e baldrocas, que transforma os amigos do peito em memórias de ontem e os inimigos de uma vida em irmãos. A vida tem destas coisas , é a piada da mesma ;) beijos
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